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    São João Evangelista, com 15.500 habitantes, situado no Vale do Suaçui, centro nordeste de Minas Gerais, afluente do Rio Doce, tem sua historia ligada à primeira ocupação pelos Índios Monoxós.
     
A família do Capitão Português Ildefonso da Rocha Freitas que, instalou-se em fazendas às margens de afluência do Rio São Nicolau, por volta de 1840 dando inicio ao arraial. Fazendo parte da Mata do Peçanha, a fertilidade das terras, a salubridade e o clima ameno, atraíram pessoas de varias regiões, todos à procura de outras atividades, já que a mineração entrava em declínio.
    O arraial recebeu o nome do santo de devoção da esposa do Capitão Ildefonso, tendo sofrido algumas alterações ao longo do tempo. Primeiro, Arraial do Lifonso, depois, São João do Suaçui, São João Novo e, finalmente, São João Evangelista, quando foi instalado o município. Os Monoxós, índios pacíficos, e já com contado com os bandeirantes, foram os primeiros habitantes do lugar, onde é hoje o Distrito de Nelson de Sena, deixando sua aldeia como primeiro núcleo de povoação.
    O Capitão Ildefonso e sua família foram os primeiros moradores do lugar onde é hoje a cidade de São João Evangelista, cujo território, foi doado, por ele, a Nossa Senhora do Rosário, o que deu origem ao povoado.
    O sucesso do Capitão Ildefonso atraiu outros fazendeiros e pessoas das mais diversas profissões, em busca de atividade que lhe garantissem a subsistência. Assim vieram comerciantes, fazendeiros, tropeiros, cada um trazendo consigo as suas experiências de vida e a vontade de vencer.
    Naqueles tempos, a compra e venda de produtos eram feita nas cidades mais desenvolvidas, especialmente nas cidades do Serro e Santa Bárbara. Assim, os tropeiros eram os transportadores da época. Levavam toucinho, carnes, rapadura, cachaça e outros produtos de origem rural e traziam ferragem, armarinhos, tecidos, doces e frutas, nos lombos da tropa. Também havia os mascates, cuja chegada à cidade era motivo de expectativa e curiosidade. Suas malas recheadas de novidades faziam a alegria da população. Eram jóias, tecidos, brinquedos, vindos dos grandes e distantes centros.
    São João Evangelista se desenvolveu rapidamente. Os fazendeiros dedicaram-se a cultura de café, da cana de açúcar, do milho e do feijão, e à criação de gado, e mais recentemente ao plantio de eucalipto, atividades que são, ate hoje, a base da economia do município.
    Os afro-descendentes tiveram papel importante na historia Evangelistana. Já não eram mais escravos, libertados que foram pelas varias leis.. Vieram, para trabalhar nas lavouras de café, nas sedes de fazendas, contribuindo com sua cultura e seus costumes para a identidade da população Evangelistana.

 
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